sexta-feira, 14 de julho de 2017

ESTADIA


No fim da tarde,
O poente no horizonte morre.
No peito, a nostalgia arde
Consumindo até os fortes.

Não há alma humana
Que no peito sentimento não acuse:
Por mais fria, por mais estranha,
Toda alma é alma, não há quem mude.

Os acontecimentos de uma vida,
Que ressoam pela eternidade,
Definem os termos da partida
E os momentos de felicidade.

Dura, a vida humana é.
E cheia de percalços na estadia.
Mas, aqueles que vivem com fé,
Não importa no que, sentem alegria.

Porque propósito, significado,
Norteiam a alma, guiam o destino.
Tornando o azul amado,
Uma morada de paz e harmonia.


*AlexMaciel