segunda-feira, 30 de março de 2015

NATUREZA



A violenta natureza,
Insensível, extremamente bela!
Um destino maior, previamente estabelecido,
Comandado pela perfeição
Pelo inefável, pelo desconhecido.
E os homens?
Ah, os homens!
Eles seguem sozinhos, perdidos,
Cegos; tateando o escuro,
Alheios ao bem maior.
Que a natureza lhe guie
E que a sua própria natureza desperte-o,
Fazendo-o novamente brilhar 
E novamente ser guiado,
Ao invés de se guiar.

*AlexMaciel

quinta-feira, 26 de março de 2015

SERÁ QUE A NOSSA ARTE CORRESPONDE AOS DESAFIOS DE NOSSO TEMPO?


Anthony Oliver Scott e um grupo de artistas conversam sobre se e como artistas falam sobre questões sociais e raciais em seus trabalhos. O presente texto é de autoria de Scotta discussão está aqui.
Desde a crise financeira de 2008, Eu tenho esperado por “As vinhas da Ira”. Ou talvez “O Sol tornará a brilhar”, “A morte do caixeiro viajante”, algum romance do Zola ou uma balada de Woody Guthrie – alguma arte que fale sobre as injustiças e preocupações dos nossos tempos e ponha algo de humano nos desenrolares impessoais da história. Os originais ainda estão por aí, disponíveis para serem revividos e redescobertos, parte de uma obra robusta e artística dos difíceis tempos já passados. Mas nós estamos no meio desses tempos difíceis agora e parece que a arte está nos faltando.

segunda-feira, 23 de março de 2015

TEMPORAL


Chuvas, chuvas torrenciais!
Que invadem, que ferem a terra.
Raios e trovões, por todo canto.
Na grama e nos lamaçais
 O homem, que pisa na divindade materna,
Ante o espetáculo, admira e teme:
Sabe ele que nada foi e que nada é
Abaixo ou acima deste manto.
Seu silêncio, seu temor e sua admiração
Pelos elementos que brandam e gemem,
Atestam a grandiosidade
De algo superior, poderoso,
Que reside na eternidade.

*AlexMaciel

quarta-feira, 18 de março de 2015

A NATUREZA REFLETE DEUS


TUA DOCE LEMBRANÇA




Acharemos algum dia Deus?
Não sei, você pode não saber, talvez nunca saibamos.
Mas, de uma coisa eu sei: sinto-o constantemente,
Por breves momentos, brevíssimos momentos,
Onde sou banhado completamente pela totalidade,
Tornando-me um com o todo.
Então sinto-me os animais, a natureza, o sofredores,
Os homens, as estrelas, o universo, Deus...
Mas, então tua luz me cega, e volto a escuridão.
Tu se foi e eu novamente me perco,
Eu novamente volto a esta realidade.
Tua doce lembrança aos poucos se apaga
Mas minha alma de ti recorda, deseja.
Pois aquele que descobre o amor e a bondade
Nunca mais volta a mediocridade.

*AlexMaciel